Adriana Gabriela Santos Teixeira

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Adriana Gabriela Santos Teixeira is a performer and is studying for a PhD at Unicamp, Brazil.  Her areas of interest include studies of ritual and scenic performance, at an interface with feminist, black, decolonial and corporeal epistemologies, studies on Afro-feminine identity, affectivity and performances and our ancestral mothers.

In August 2019 she participated in a CAP research intensive at UniCamp, Brazil and then was funded to study further with Vida Midgelow, focusing on CAP through 2020.  Here she reflects on CAP following her workshop experience.

Reflecting on participating in a CAP research-intensive 

Unicamp, SP-Brazil, August 2019

The experience of sharing in an artistic environment fills me with light. Sharing in a loving environment makes the experience even more enjoyable. Sharing in a fruitful environment that helps our most deeply guarded sensitivity to surface is a real gift. Participating in the workshop was that gift. Breathing the present, giving time and space to feel what you feel, accepting the Being in which you were, from then on to be again in a more expanded and integrated way. The CAP experience has opened up the feeling of numerous seeds that have pulsed in the research I have been doing. Mobile seeds, was the name I came to the end of the workshop. As much as we work and live in investigations from the perspective of the sensitive, there are moments of academic research in art when we are too focused on finding solutions and also crossed by all limits, tensions, negotiations and structural conditions, which are not always clear, which each researcher, in his life-corpus history, will participate in the academic field to find his voice. This is how we sometimes suffocate ourselves with ways and means of embodying the day-to-day of our research with many thoughts and arguments

CAP brought freshness again, brought the practice from a perspective of serene, friendly and loving driving, with solid and concatenated bases of experimentation, where it was possible to open, pour, expand and reach creative and organizing possibilities, temporary or not temporary definition. I like the image of the course of a river. The Cap would be like the earth element, which gives support and contour to the water element so that it has the strength to flow and at the same time also emerge from unconsciousness to latent content consciousness. In this space of perceptual and sensitive mobilization and expansion, I accessed deep sensations and connections and lived experiences of openness that I had only previously experienced with such intensity in the spiritual ritual context. Like Rio, I also like the image of the flower. I feel that facets are a path of flowering. We open to recognize the seed: what we really feel in the present and, thus, perceive from this real feel our needs and interests. We locate (situating) to identify the soil where we are. We dig (delving) to turn the earth and find nutrients. We emerge (raising) through trust giving time and space for this lived seed to sprout. We anatomize (anatomizing) by offering more food to what we identify as potential, we feed the sprout expansion. And we externalize (outwarding) with the strength of flourishing, finding and assigning a form that we need and make it possible to have at the moment. And everything is linked to what we are looking for in the research itself, even though some of our momentary interests at first seem to have no direct relationship with research, the river is winding, has rapids and tributaries, but always has a spring and rivermouth. The CAp workshop was a great solo in which I found support to immerse myself, dynamize and connect embodied and sensitive reflections. The alternation between the practice, the written in different ways and the spoken sharing, as well as being in a bilingual workshop, further favored the extended time-space to receive, perceive, do and understand dimensions of the practice. Glad we were there! (London, May 2020)

 

Palavras sobre o Workshop CAP

Unicamp, SP-Brasil, Agosto de 20019

A experiência de partilhar em um ambiente artístico me preenche de luz. Partilhar em um ambiente amoroso torna a experiência ainda mais prazerosa. Partilhar em um ambiente fecundo que auxilie nossa sensibilidade mais profundamente guardada a vir à tona é um verdadeiro presente. Participar do workshop foi esse presente. Respirar o presente, dar tempo e espaço para sentir o que se sente, aceitar o Ser/Estar no qual estava para a partir daí Ser novamente de modo mais dilatado e integrado. A experiência do CAP abriu em mim o sentir de numerosas sementes que tem pulsado na pesquisa que venho realizando. Sementes-móveis, foi o nome ao qual cheguei ao fim do workshop. Por mais que trabalhemos e vivamos em investigações pela perspectiva do sensível, há momentos de um pesquisa acadêmica em arte em que estamos por demais voltados a encontrar soluções e também atravessados por todos os limites, tensões, negociações e condicionamentos estruturais, nem sempre claros, que cada pesquisador, em seu histórico-corpus de vida participará no âmbito acadêmico para encontrar a sua voz. Nisso, por vezes, nos sufocamos com modos e meios de corporificar o dia-a-dia de nossas pesquisas. O CAP trouxe novamente o frescor, trouxe a prática por uma perspectiva de condução serena, amiga e amorosa, com bases sólidas e concatenadas de experimentação, onde era possível abrir, derramar, expandir e chegar a possibilidades criativas e organizadoras, de temporária ou não temporária definição. Gosto da imagem do curso de um Rio . O Cap seria como o elemento terra, que dá sustentação e contorno ao elemento água para que este tenha a força de fluir e ao mesmo tempo emergir também da inconsciência para a consciência conteúdos latentes. Neste espaço de mobilização e dilatação perceptiva e sensitiva acessei sensações e conexões profundas e vivenciei experiências de abertura que apenas antes tinha experimentado com tal intensidade no âmbito ritualístico espiritual. Assim como o Rio, também gosto da imagem da flor. Sinto que as facetas são um caminho de florescimento. Abrimos (Opening) para reconhecer a semente: o que se sente realmente no presente e, assim, percebemos a partir desse real sentir nossas necessidades e interesses. Situamos para identificar o solo onde estamos. Escavamos para revolver a terra e encontrar nutrientes. Emergimos através da confiança dando tempo e espaço para esta semente vivida brotar. Anatomizamos ofertando mais alimento ao que identificamos de potencialidade, alimentamos a expansão do broto. E externamos com a força do florescer, encontrando e atribuindo uma forma que precisamos e possibilitamos ter no momento. E tudo está ligado ao que estamos buscando nas próprias pesquisas, por mais que alguns de nosso interesses momentâneos pareçam à princípio não ter relações direta com a pesquisa, o rio é sinuoso, apresenta corredeiras e afluentes, mas sempre tem nascente e foz. O workshop CAP foi um ótimo solo no qual encontrei sustentação para mergulhar, dinamizar e conectar reflexões corporificadas e sensíveis. A alternância entre a prática, as escritas de modos variados e as partilhas faladas, bem como estar num workshop bilíngue, favoreceu ainda mais o tempo-espaço dilatado para receber, perceber, fazer e compreender dimensões da prática. Que bom que estivemos aí!

 

2021-02-15T23:23:37+00:00CAP in Practice|
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